Dança

Segundo Miranda(1980, p.58), “sentimentos contrastantes ou não, imagens abstratas, elementos da natureza, uma pintura, uma poesia, uma escultura, um sonho ou até um fato do contidiano podem ser usados isoladamente ou em combinação como ponto de partida para uma estrutura coreográfica”.

A coreografia, como forma e estrutura da dança, possui uma linguagem própria ligada ao grupo de dançarinos  e o instrutor que criará a coreografia. Os movimentos expressivos da dança devem estar relacionados a algum tema específico. Por isso, a relação com fatos do cotidiano, poesia, sonhos e diversas demonstrações de arte.

A linguagem própria entre os dançarinos é consequência de um processo que tem início desde a escolha da música-tema da coreografia até à construção dos passos. Segundo Nanni (2002, p.171), “ligar a frase rítmica-temporal na frase do movimento (ictus inicial, clímax, ictus final); criar ritmos vocais e ligá-los ao movimento; usar palavras emotivas e líricas, ligá-las em sequência de movimentos, relacionando duração, intensidade, andamento; relacionar planos de execução do corpo e o ritmo temporal; descobrir o ritmo-temporal das linhas e segmentos do corpo em combinação com os movimentos axiais” apresentam alguns dos propósitos da realização da dança.

Os movimentos podem variar entre habilidades básicas como: correr, saltar, saltitar, agachar ou locomover-se em direções diferentes, incluindo os giros corporais no seu próprio eixo ou em torno de algum objeto. Existem alguns movimentos que são universais, segundo Caminada (1999, p.3) “o golpe do pé, que pode ser leve ou forte, numa expressão motora da perna que alcança grande intensidade; o dobrar de joelhos, como uma posição estacionária ou acompanhando movimentos rítmicos; dança na posição de cócoras; Stretta”.

Geralmente, as músicas são compostas por estruturas oitavadas, ou seja, cada frase musical possui oito tempos graves ou agudos, que permitem uma sequencia orgazanida dos movimentos. O ritmo musical deve ser cuidadosamente selecionado pelo professor, pois a música proporciona o encontro entre ação e imaginação, fazendo com que a dançarina mova as partes do corpo de forma rítmica e harmoniosa.

Os movimentos devem ser encaixados nas frases musicais de acordo com a criatividade do professor e o grau de absorção e de execução dos alunos, sempre respeitando suas limitações físicas de força e agilidade. Como diz Nanni (2002, p.180) “a dança, hoje, retrata as ansiedades, ideias, necessidades e interesses da nossa época, aliadas à forte necessidade do ser humano de extraopolar a sua essência ou transcender a sua existência em evasões positivas e significativas nas circunstâncias de sua vida real”.

A dança permite desenvolver valores físicos através dos movimentos corporais motores (saltos, corridas e outros) e psicomotores e quando há movimentos de coordenação entre braços, pernas, cabeça, tronco. Também possui valores morais e socioculturais trazidos pelas danças folclóricas, onde a disciplina na realização das técnicas é fundamental. Traz, também, valores mentais através da concentração e do raciocínio na fixação das sequencias coreográficas. O corpo pode realizar movimentos mesmo havendo algumas limitações físicas, onde, nesse caso, seus benefícios também são terapêuticos.

Dançar pode ser um excelente método capaz de auxiliar na formação pedagógica e capaz de desenvolver em seus praticantes uma consciência corporal enquanto sujeito transformador do tempo e do espaço.

Referência Bibliográfica: http://icpg.com.br/artigos/rev03-01.pdf
Juliana Godoy.

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